Sobre transição capilar e amor em forma de cachos

transicao

Quando a Campelo me convidou pra escrever pro Nós Vamos Assim, eu fiquei toda toda. Essa é minha primeira aparição pelo blog e logo de cara, recebi um convite de peso: falar sobre meu cabelo e o que ele representa na minha identidade. Vou contar um pouco do meu drama capilar e o que (em mim) mudou desde que assumir minhas raízes crespas.

Quando pequena não tinha como cuidar dos cachos sozinha, então a pessoa que tomava conta de mim (morei com minha vó dos 11 aos 19 anos) decidiu que o jeito mais fácil era alisar as madeixas, coisa que todas as mulheres lá de casa faziam desde pequenas também. Começou com os relaxamentos e só parou na progressiva, em 2012.

2014-01-03 16.09.18

Eu já tinha 21 anos e não aguentava mais essa vida de estica e puxa da escova e chapinha antes de sair de casa, fora o fato de ter que fica horas sentadas esperando o tal produto agir. Pra uma pessoa ansiosa, como eu, isso era tortura! De 2013 pra cá fui dando um intervalo de tempo maior entre um alisamento e outro (o tempo ideal de retoque é três meses), até que passei mais de cinco meses sem nada de química no cabelo. Tinha iniciado ali minha transição capilar.

Eu não tinha muito noção do que esse ato representava e nem do que ele seria capaz de fazer por mim. Não fiz Big Chop (que é quando a pessoa corta o cabelo bem baixinho, eliminando toda e qualquer parte com química e lisa dos cabelos) e passei a maior parte da transição cuidando do cabelo em casa.  Essa mudança toda foi mais por uma busca minha por praticidade. Ter os cabelos alisados e pranchados me proporcionavam me arrumar mais rapidamente durante a semana mas tomavam um tempo grandioso no fds. Era isso que mais me cansava e foi o motivo maior da minha transição. Outro fator que facilitou a minha vida foi o boom de cosméticos voltado pros cabelos afro. ~Na minha época~ o único produto pra cabelo como o meu era o Afro Hair, que é um creme alisante! É claro que isso facilitou para que muita gente entrasse na onda por modinha e muitas marcas veem nisso um oportunidade pra lucrar. Mas isso é papo pra outro post, né?

Em outubro de 2014 foi meu último corte de cabelo. De lá pra cá eu tive que me readaptar. Tem sido um exercício de autoconhecimento e paciência. Estou reaprendendo a cada dia o que é bom pra mim, o que funciona e não dá mais pra continuar usando. E isso vai além do meu cabelo. Fez eu me reaproximar das minhas raízes, porque morar na periferia e ouvir samba não é suficiente. Temos que buscar representatividade em todo lugar. Tive contato com histórias maravilhosas de mulheres negras, de como sustentar o cabelo black e em grupos de discussão li sobre a identidade negra, representatividade feminina, a luta feminista e assuntos afins. Em comunicação a gente aprende que tudo tem um significado. E essa mudança me fez perceber a amplitude dos meus atos. Como blogueira, posso usar um pouquinho do crédito que o meio me proporciona pra comunicar aquilo que eu acredito, pelo simples fato de postar uma foto do meu cabelo armado. Não vim aqui pra jogar na cara de ninguém que esse é o jeito certo de ser e viver, mas é fato que a gente tem que lutar bem mais pra poder ser afirmar. E é por isso que a cada dia que passa tento manter a raiz mais alta pra fortalecer uma rede que antes só era possível nos becos da sociedade.

E pra que isso aconteça, tenho a ajuda de muito produtinhos de cabelo, são tantas opções agora nas prateleiras de supermercado e farmácias que escolher qual o melhor fica difícil. Decidi reunir aqui os preferidos:

Dove Óleo Nutrição –  maciez e hidratação garantida, já usei.

doveoleoreparação

Garnier Cachos Poderosos – promete modelar os cachos, reduzir o frizz e cumpre!

garniercachospoderosos

Jhonson’s Baby (pra lavar) –  recomendação da própria Amanda aqui do NVA, ainda vou testar.

johnsonsbabycachos

Bepantol –  tenha sempre, serve pro cabelo pras unhas, pra pele, pra vida!

bepantol

Yamasterol, Monage Hidratação intensiva e Morte súbita da Lola tá na minha de desejos, ainda não testei mas só ouço falar bem dessas belezuras. Ficou curiosa(o) pra saber como usar tudo isso? Lá no blog eu fiz um cronograma capilar pra ajudar no dia a dia que quer manter os cachos livres e soltos. Também contei como foi minha experiência com alguns desses produtos, vale a pena conferir!

Então é isso, gente! Espero que um pouco do que eu contei da minha transição inspire quem está pensando em também se livrar de alisamentos e que as dicas sejam úteis pra quem quiser deixar ser cachos flawless~

Até a próxima!

rhu

3 comentários sobre “Sobre transição capilar e amor em forma de cachos

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