Melhores álbuns de 2015

Wagner Cardoso

12544211_994104400657202_1533385764_o01. Jamie xx – In Colour

Álbuns instrumentais costumam ser ignorados pelo grande público, contudo In Colour conseguiu atrair significativa atenção, pelo seu criador, Jamie xx, que é integrante da amada banda britânica The xx, mas principalmente pela sua excelência. Um trabalho extremamente bem produzido, cheio de texturas, imersivo, diverso e ainda muito coeso.

 

12562950_994104367323872_1052687156_o02. Carly Rae Jepsen – EMOTION

Criar um bom single pop é fácil, é basicamente seguir uma fórmula, mas criar um bom álbum pop não, torna-se repetitivo. Por isso, álbuns pop não costumam funcionar como um todo, cansam devido sua repetição de elementos. No entanto, em EMOTION, Carly Rae Jepsen conseguiu explorar diferentes elementos da música pop de diferentes épocas e resultou no melhor álbum desse estilo do ano.

 

12562522_994104310657211_1286064779_o03. Miguel – Wildheart

Wildheart é o nome perfeito para esse trabalho do Miguel. É a mistura do romântico com o sensual. E é nesse romance explícito que está o charme do trabalho. Miguel tenta seduzir sua amada com sua voz sensual, às vezes sussurrando, às vezes em alto e bom som. As palavras e a voz são a arma de sedução do cantor.

 

12512124_994104263990549_481249605_n04. CHVRCHES – Every Open Eye

O segundo álbum da carreira de uma banda é sempre uma incógnita. Ainda mais quando precede um debut tão bem recebido. Em Make Them Gold, a banda diz que pegou as melhores partes dela e as tornou em ouro. É uma decisão sensata e ao mesmo tempo arriscada seguir a mesma linha do primeiro álbum. Em time que está ganhando não se mexe, mas quando se trata de música pode soar como falta de criatividade ou repetitivo. Não foi o caso com Every Open Eye. É uma continuação do debut, mas tão boa quanto.

 

12576307_994104227323886_855434899_n05. Empress Of – Me

Me, como o próprio nome diz, é um álbum bem intimista. Deixa-nos com a impressão de que foi criado dentro de um quarto, só a cantora e seus sintetizadores. Por falar nele, é um dos álbuns recentes que melhor os sabe utilizar. É uma brincadeira com texturas e batidas que beiram a EDM, mas que nunca soam artificiais.

 

12539996_994104220657220_876509395_n06. Tame Impala – Currents

Quando a banda lançou o elogiadíssimo Lonerism, eu não me empolguei tanto quanto todo mundo o fez. Por mais que eu reconheça sua qualidade, ainda acho um álbum cansativo devido a certos exageros. Currents é a versão enxuta do Lonerism, e por isso eu gostei tanto. Os arranjos ficaram mais suaves, melódicos e ainda mais ricos nos detalhes. É uma viagem psicodélica da qual aproveitamos cada momento sem cansar.

 

12540253_994104193990556_1175436534_n07. Susanne Sunford – Ten Love Songs

Tenho um fascínio por cantoras dos países nórdicos. Robyn, iamamiwhoami, Tove Lo, Niki & the Dove estão entre minhas artistas favoritas. Elas sabem fazer música pop que nunca soam genéricas. E a Susanne Sunford não é exceção. Por mais que ela já tenha certo tempo de carreira, foi com Ten Love Songs que a conheci propriamente. Sua habilidade de criar melodias marcantes é incrível. Sua voz é angelical, mas nunca soa monótona. E em Ten Love Songs ela explora bastante sua musicalidade, indo do folk, aos sintetizadores oitentistas, até a música clássica.

 

12540412_994104180657224_586921130_n08. Brandon Flowers – The Desired Effect

A escolha de Ariel Rechtshaid para produzir o álbum não poderia ser melhor. É o produtor ideal que o Brandon precisava para sair da zona de conforto dele. Problema que já vinha sofrendo críticas há certo tempo. Ariel tem um catálogo de produção vasto que vai de artistas indie como Vampire Weekend e Sky Ferreira, até ícones pop, como Madonna e Beyoncé. The Desired Effect mistura muito bem as características desses dois lados. É um álbum na essência pop, mas que é bem inventivo nos arranjos e nunca segue uma única fórmula.

 

12571330_994104173990558_1581007421_n09. Purity Ring – Another Eternity

Another Eternity foi o primeiro grande álbum que ouvi em 2015. Eu já o aguardava ansioso por ter gostado bastante do primeiro álbum da banda e por ter me apaixonado pelo primeiro single divulgado ainda em 2014, Push Pull. Muitos estranharam esse lado mais acessível que a banda decidiu seguir, afinal o debut é um álbum bem estranho para que está acostumado com a rádio, mas foi aclamado pelo público alternativo. Another Eternity é mais simples, mas é mais grandioso. A essência da banda, no entanto, ainda está lá. As melodias suaves e letras emotivas guiadas por sintetizadores e batidas fortes continuam nos encantando.

12540116_994104157323893_215097177_n10. Major Lazer – Peace is the Mission

Quem diria? 2015 foi o ano do Diplo, Calvin Harris e David Guetta foram coadjuvantes. Produtor conhecido por explorar os estilos musicais de países exóticos africanos, da Índia e até mesmo o Brasil, foi ele quem levou o Funk para o mundo, e até já trabalhou com technobrega. Em 2015 ele resolveu ser pop e isso resultou no maior sucesso do verão no mundo e a música com mais streams, Lean On. Por mais essencialmente pop que Peace is the Mission seja, Major Lazer conseguiu manter suas características de explorar temas tropicais. Tem raggae, zumba, trap, EDM e rap, mas tudo dentro de uma proposta bem coerente.

E aí? Curtiram a minha seleção ou acham que teve algum álbum que deveria estar nela, mas que não entrou? Comentem aí que a gente vai contribuindo um com a playlist do outro!

Gostou das dicas?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s