Pagode dos anos 90 – A verdadeira sofrência

Fernando Costa

Quem nasceu nos anos 90 sabe a sofrência que era ouvir um pagode naquela época, até o início dos anos 2000. Ave Maria. Essas raridades eram sensação aos domingos em casa, depois do churrascão, com a barriga cheia e as tias já triloucas das ideias, e também não faltavam nos nossos Walkmans. Convenhamos, nada explica a sensação de dividir o fone de ouvido com os amigos, sentar numa rodinha e soltar um SPC, papai.

Bora sofrer tudo de novo? Se liga nessa playlist.

A gente já começa com essa pra matar qualquer um. A pessoa se afoga num copo de cerveja tentando encontrar a solução pra essa dor que se chama amor, chega em casa todo dia embriagada e, no fim das contas, dorme com a solidão. Ah, não dá, é muita sofrência pra uma pessoa só, gente.

Que se chama amor – Só Pra Contrariar – 1996

O nome da música já diz tudo! Égua, mano, ninguém sabe o quanto que eu estou sofrendo! Vem ouvir essa de novo.

Me apaixonei pela pessoa errada – 1998

Aí me vem o Alexandre Pires pensando nx jovem enquanto faz amor com outra pessoa! Pode sofrer disso, Arnaldo?

Depois do Prazer – Só pra Contrariar – 1997

“E quem é que vai me abraçar me pedindo pra não chorar quando a saudade bater?” Hein, gente? Quem?

Essa é a reflexão que ficava nos fins de festa graças ao Araketu.

Araketu – Minha Razão de viver – 2001

Pra piorar a situação, me vem o Vavá recebendo o convite de casamento da Karametade dele com outro homem.

Karametade – Convite de Casamento

O Katinguelê, desesperado, rogando até pra Lua fazer o serviço de um pombo correio, iluminar os pensamentos dela, falar pra ela que sem ela ele não vive e que viver sem ela é o seu pior castigo.

Katinguelê – Lua vai – 1999

Aí eu pergunto pra vocês: Cadê aquele nosso amor naquela noite de verão?

Essa era de cantar assim ó: “Até parece que o amor não deeeeu ~que o amor não deu~, até parece que não soube amaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrr a a ar, você reclama do meu apogeu ~do-meu-apogeu~”.

Eita. Mesmo sem saber o que era apogeu, a gente sofria muito nessa!

Art Popular – Temporal – 1999

Os Morenos chegaram pra deixar o aprendizado: Foi preciso perder pra aprender a valorizar a mina de Fé.

Levem isso pra vida.

Os Morenos – Mina de Fé – 2002

Os Backstreet Boys do Brasil, mais conhecidos como Os Travessos, acertavam em cheio quando vinham com essa:

Os travessos – Querubim – 2002

E pra finalizar, o Soweto traz a questão: Foi bom enquanto durou?

Soweto – Tempo de Aprender – 2001

Depois dessa playlist, só resta uma coisa a dizer: Te sai, Pablo do Arrocha. Esses pagodinhos são mais dignos das nossas lágrimas!

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