Vitrine: JRamos

Amanda Campelo
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Estava de boa na lagoa quando a janelinha do facechat subiu com uma proposta indecente. O João Paulo Ramos, aluno do quinto semestre de Moda, entrou em contato comigo pra falar que queria divulgar o trabalho dele. Eu, curiosa que só, comecei a conversar com ele pra entender o que ele queria e como essa proposta poderia se adequar ao Nós Vamos Assim. Na verdade eu pensei tanto, mas tanto que passaram meses (desculpa por isso, João <3). E foi depois dessa reflexão que surgiu a ideia de criar o Vitrine, espaço em que vamos bater um papo com estudantes e recém formados em Moda, Design, e áreas criativas que de alguma forma pretendem seguir pelo rumo da moda. A ideia é te mostrar que tem muita gente boa no mercado/tentando entrar nele e que a gente precisa conhecer pra valorizar a moda feita aqui no Pará. Então pra começar confere o bate-papo com o João.

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– Fala um pouco sobre ti, como chegaste à este universo da moda? Minha mãe vendia roupas quando eu era criança e eu sempre estava no meio dela, quando cresci, comecei a me interessar pelo assunto e vi que realmente gostava daquilo, mas nunca tive coragem de encarar como uma forma de trabalho, por que ouvia más línguas que ” _ Aqui não tem mercado!”, ” _ Isso é coisa pra bixa.” e etc. Quando conheci meu companheiro, ele me deu forças para que fizesse o que realmente gostava e depois de 2 tentativas frustradas pro vestibular de arquitetura da UFPA, eu acatei a dica e fiz o curso que sempre almejei e hoje, a cada passo que dou na minha carreira, tenho mais certeza de que é isso que quero como profissão.

– O que moda significa pra ti? Moda é minha paixão, ela me dá a oportunidade de expressar minhas ideias e concretizá-las. É uma espécie de linguagem que usufruo para discutir novos conceitos e acrescentar novos sentimentos as pessoas (é maravilhoso saber que uma pessoa recebeu um elogio por estar usando uma de minhas criações). Além do que, ela me dá a oportunidade de conhecer novas pessoas e histórias bem inspiradoras.

– Que tipo de moda tu gostas e pretendes fazer no futuro? Algo mais pro street ou uma moda mais conceitual e tals. Pretendo trabalhar com Prêt-a-Potter e tenho preferência por moda feminina, mas não gosto de me limitar a nada, tenho meu foco, mas se por a caso do destino eu tiver de trabalhar com outras maneiras, vou aderir com toda certeza.

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– O que te inspira na hora da criação? Geralmente escolho meu tema através de alguma experiência cotidiana motivadora, depois desta etapa, busco fazer pesquisas e estudar aquele tema, crio painéis de inspiração com imagens que se relacionam aquela estética, então coloco uma boa música e começo a trabalhar com meus rabiscos. Adoro a técnica de grafite, lápis de cor e caneta hidrocor (canetinha).

– Fazes desde o croqui até a costura ou não? Quais processos da criação das peças tu participas? Sim! Quando trabalho em meus projetos mais pessoais eu faço tudo. Mas quando construo coleções, sempre recebo ajuda de GRANDES AMIGOS na modelagem e costura. Discutimos, aderimos as possibilidades e as coleções nascem através de grandes parcerias (dessas experiências surgem meus maiores aprendizados).

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– De que forma tu achas que os eventos de moda ajudam quem já tá e quem vai entrar no mercado? Os eventos são grandes práticas para quem trabalha no área, as oportunidades são bem grandes e vantajosas. Existe possibilidades de experiências tanto pra quem já trabalha, como para quem está começando e sem contar que é um grande meio comunicador do setor. Promovendo a ascensão do mercado.

– Participaste duas vezes do AFW, conta como foi a experiência? Foram trabalhos bem árduos, pois criar, confeccionar, produzir e mais outras obrigações que fazem parte de um desfile, não é uma tarefa fácil. Mas são grandes experiências e oportunidades para minha carreira. Pois, põe em prática todo esse processo longo que é a “criação de uma peça”.

– Agora vamos falar da tua participação na última edição. O que apresentaste? Fiz uma coleção feminina, de chapes mais casuais, porém busquei inová-los, mas com uma proposta bem “noite”, usei variedades de tecidos nas peça, passando pelo Couro, Seda, Crepe e Prada. E fiz minhas peças todas pretas, com detalhes coloridos para que representassem as cores que adornam as asas das borboletas.

Apresentei uma coleção inspirada nas noites de Belém e associei a estética da Borboleta Negra. Acho a noite belenense bonita, misteriosa, elegante e uma vez observando uma borboleta preta aderi-la os mesmos adjetivos, então resolvi fazer essa relação entre ambas e buscar uma inspiração visual.
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– É possível adquirir alguma das tuas peças? Onde? Todas as minhas peças estão disponíveis para vendas e também aceito encomendas. Mas infelizmente, não tenho nenhuma loja física e estou correndo atrás de um site da marca, mas faço contato bastante com clientes pelo meu perfil do facebook, pela page da JRamos ou pelo wpp( 91 98973-9757).- Além da parte comercial, onde as pessoas podem conferir o teu trabalho?
Acessando minhas redes sociais: Instagram,Facebook ou pela Fanpage da marca.

 

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