Elas vão assim: Kátia Fagundes, 52

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Sou Katia Fagundes, 52 anos, artesã, parceira criativa da Da Tribu. Nas horinhas de sossego gosto de cuidar de plantas, ir ao teatro e descobrir palavras outras de mulheres que admiro, poetizas que me inspiram e semeiam dúvidas essenciais na caminhada (Hilda Hilst, Ana Cristina César, Inês Pedrosa, Flor Bela Spanca, Cecilia Meireles).

Pari 3 curumins, Tainah, Moahra e Kauê, jardineiros fieis de sonhos plantados aqui, no chão da morada. Dos presentes que a vida dá, veio Manih, primeiro neto, quinta geração fazedora de historia, seiva de Manih-ocar!

Tainah chegou sem avisar quando eu tinha acabado de fazer 18 anos, veio trazendo liberdade, música, inaugurando o novo e a descoberta da relação mais bonita, difícil e eterna da minha vida, a maternidade. Depois, já aos 20 anos, veio a Moahra, que me ensina todos os dias, que é preciso mudar! (É urgente, mama). Como eu, se atira no mundo, aprende com os erros e começa todo dia cheia de fé. Aos 27, numa produção independente, veio o Kauê, menino meu, homem bom, em tradição e significado.

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Tainah, Kauê, Kátia, Moahra e Manih na laje da Da Tribu (foto de acervo)

Pra mim ser mãe é fundar uma cooperativa de estatuto aberto, desconstrução eterna, aprendizado e empoderamento. Nesse estatuto existem dois artigos irrevogáveis:

Artigo I – Pertencimento, água de beber, camará!
Artigo II – Menos “eu te amo”, mais “estamos juntos”

Qual foi o momento mais feliz dessa jornada que é ser mãe? O momento mais feliz é vê-los voando com as próprias asas. Doce voo da independência, por mais que doa, toda mãe chora admirada.

E qual o mais difícil? É perceber a incapacidade de sarar certas feridas, desses sofrimentos que todos se esbarram, que mãe nenhuma pode evitar. Colo quente, sempre terão!

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A maternidade mexeu de algumas forma com o teu jeito de se vestir? Me visto como sempre. Tenho a alma hippe, gosto de cor. O corpo mudou um pouco, mas me sinto muito bem com ele, com minhas rugas e as manchas que o tempo traz, puro charme dos 50 anos! hehehehe Hoje troco roupas com as meninas. Socializamos, principalmente os vestidos, os saiões. Vivem viajando entre os guarda-roupas, o meu, da Tainah e da Moahra. Ah, o Kauê, às vezes, tira onda com as minhas saias.

Eu acho que moda é estar bem consigo, ter seu próprio estilo, se descomprometer com a tendencias, ousar ser! Meus vestidos e acessórios falam por mim. Sou isso mesmo, colorida, sustentável, muitas, aprendiz de mim mesma!

O vestido foi comprado há 4 anos de uma prima que vendia multimarcas. Me apaixonei por ele. Não cabia no meu orçamento, mas sabe quando a roupa é a tua cara? E os acessórios são da Da Tribu.

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Fotografia e edição: Iury Vicenzo

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