Vitrine: Tobias da Luz

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Meu nome é Tobias da Luz, tenho 20 anos e sou formado em Moda pela Universidade da Amazônia (UNAMA). Eu me encantei pela Moda quando estava no meu primeiro ano do Ensino Médio (2010) assistindo uma entrevista na MTV de uma designer nova que havia ganhado um concurso de novos talentos em São Paulo. Me interessei muito pela entrevista porque os desenhos eram incríveis, todos em aquarela, foi quando tive noção do que era aquarela (hahaha) e da textura que ela tinha no papel. Então, corri pra internet pra pesquisar mais sobre ela, assisti o desfile que deu a ela o prêmio do concurso e me encantei. A partir daí comecei a ver que meus desenhos poderiam me levar a ter uma carreira profissional.

Mas o engraçado é que, desde criança eu já desenhava mulheres com vestidos imensos, e claro, pela imaturidade eu jamais iria pensar que isso daria em algo sério no futuro, e nada mais óbvio que cair a ficha no Ensino Médio, onde todos sabemos que a pressão é grande em escolher uma carreira profissional.
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Quando eu tenho que falar sobre moda eu não consigo falar de forma poética o que ela é, nem intimamente o que ela representa pra mim. Acho que a moda de forma geral nos permite se comunicar com a sociedade através de uma linguagem silenciosa e não verbal. Acho que tentando falar de forma intima, talvez não da moda, mas da área profissional, foi uma descoberta grandiosa, pois consegui enxergar no meu talento a minha ocupação e o prazer em estudar e me dedicar sem que isso seja um martírio.

– Que tipo de moda queres fazer? 

Eu pretendo trabalhar com uma moda street, irreverente, colorida, mas sem perder o toque de sofisticação em algumas peças. A Moschino é a minha maior referência, pois a marca consegue misturar a irreverência das ruas em vestidos de festa, por exemplo. Adoro esse contraste. Falando de Brasil, gosto muito da Amapô também, as duas marcas foram referência pra minha coleção de TCC.

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– E falando em TCC, conta mais sobre ele. 

No meu projeto falo sobre o consumo de moda de luxo, então, tomo como referência o design, as atitudes, intervenções, desfiles e principalmente o público alvo das marcas que citei anteriormente. Assim produzi uma coleção que se encaixa nas características de uma marca Premium. Na coleção eu quis mostrar esse lado efêmero e veloz do consumo, com muita cor e cheia de atitude, tendência essa das marcas de luxo que têm feito barulho ultimamente, pois elas mostram que o luxo não está só na alta costura.

Até aqui eu já tinha noção que a coleção seria pra um público jovem, já tinha noção de silhueta, que seria uma coleção colorida e estampada, mas pra isso eu precisava de um subtema para a extração de elementos. Assim, cheguei no público chamado Geração Z, loucos por logos, obcecados por imagem e preocupados em se divertir a cima de tudo. A partir disso, escolhi o jogo de fliperama Pac-Man da década de 80 para a extração de elementos visuais.

– Como foi a produção da coleção?

A produção da coleção envolveu 3 etapas: a procura por materiais, onde eu já sabia que os tecidos precisavam ser sintéticos pois a tecnologia de estamparia que temos disponível em Belém é a sublimação; estamparia; e, por último, a confecção. Como não somos obrigado a produzir a coleção inteira foram produzidos 3 looks.

– Fala da ideia do editorial fotográfico em si. Como foi a busca de locações, da modelo e o que querias transmitir com as fotos.

Não foi difícil reproduzir a ideia do editorial, pois o fotógrafo (Iury Vicenzo) já havia acompanhado o tema do meu TCC na época, então o resultado se deu naturalmente. Eu queria que a modelo estivesse em um ambiente urbano de consumo, justamente mostrando situações de consumo, por isso escolhi a Rua Braz de Aguiar, assim conseguimos fazer fotos na Loja Killer onde a modelo (Carla Rodrigues) trabalha. Fizemos também em uma lanchonete e no carro de uma amiga de turma (Zuila Marina) que foi minha luz na produção desse editorial.

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– Quantas peças compõem a coleção? 

A coleção tem 15 looks, sendo 25 peças: blusas, saias, vestidos, camisas, shorts, calças e boleros. Como a coleção foi inspirada em um jogo bidimensional de fliperama – cheio de pixels – há modelagens de blusas, camisas e saias retangulares e quadradas. Criei um elemento de decoração na coleção a partir da base dos fantasminhas do jogo que parecem “escadinhas” e com isso fiz as barras de algumas peças e até como design de superfície em uma camisa. Fiz uma brincadeira com o fantasminha da nossa década: a logo do Snapchat e acrescentei esse elemento em estampas divertidas na coleção, interagindo com o Pac-Man. Os babados brancos na coleção também representam essa logo, elas “saltam” para fora pois representam a tecnologia atual tridimensional em contraste com a silhueta plana da coleção. A família Fashion 2, especificamente, desenhei vestidos de festa, pois como citei anteriormente, gosto de misturar o street com a moda festa.

– É possível adquirir as peças? Como? Por onde?

Infelizmente não estou produzindo a coleção, atualmente meu foco é fazer uma pós-graduação em São Paulo, estou priorizando isso agora, acho que está um pouco cedo pra administrar algo tão sério que é uma marca.

Mas os painéis de criação da coleção e o editorial estão disponíveis no meu portifólio online, lá tem outros trabalhos também pra conferir.

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