Vitrine: João Gabriel

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Fotografias: Iury Vicenzo ❤

Meu nome é João Gabriel, tenho 21 anos e sou formado em Moda pela Unama. Eu sempre tive um grande interesse em seguir a área criativa, ainda não tinha certeza sobre o que seguir dentro da área, mas sabia que esse era o rumo que eu queria tomar. Então em 2009/2010 conheci o trabalho do estilista Alexander McQueen por meio de um clipe da Lady Gaga (bem little monster mesmo) e descobri um universo extremamente conceitual dentro da moda, que eu me apaixonei e descobri que seria o caminho que então eu seguiria.

Pra mim, acima de tudo moda é um instrumento de expressão dentro da sociedade em que todos nós estamos sujeitos a usufruir, de maneira direta ou não, e que se reflete de uma forma diferente em cada individuo. Moda não é algo para se seguir faz tempo, as tendências estão aí e vai de cada um se identificar com elas ou não, fazendo com que a forma de consumi-las tenha um toque da personalidade de cada um.

Pretendo me inserir no segmento da área de criação, e atualmente a estética minimalista é a que mais me influencia dentro dos meus trabalhos. Eu me vejo trabalhando com um público masculino ousado e bem seguro de si, voltado mais para o streetwear, peças como bombers, jeans e moletons são peças chaves que eu acredito que ajudam a construir esse cenário minimalista e esportivo que eu procuro seguir. Dentro desse cenário eu tenho como referencias a Vetementes, a Gucci – sem dúvida, não tanto pela estética, mas pelo homem contemporâneo que a marca vem apresentando, a Opening Ceremony e marcas brasileiras eu tem a Cotton Project e a Ocksa.

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Bem, a pesquisa para o meu trabalho de TCC começou no inicio de 2015 e eu fui articulando assuntos que me agradavam, a partir daí decidi que abordaria sobre fast fashion e branding, o tema então foi sendo lapidado até a sua definição – Estratégias de branding: o reposicionamento da marca de fast fashion Riachuelo – dentro do trabalho escrito eu falo sobre as estratégias que a marca utiliza para se reposicionar dentro do mercado de moda sempre embasado no marketing e brandring, mais especificamente em como as parcerias que a fast fashion desenvolve com marcas ou estilistas ajudam o case a se posicionar perante o seu público como uma marca que traz peças com informações de moda, paralelamente a isso, a coleção a ser desenvolvida a partir do trabalho escrito resultou em uma coleção assinada por mim para marca.

Como foi o teu processo criativo para essa coleção? Acredito que o processo de desenvolvimento da coleção durou uns três ou quatro meses, a primeira etapa foi a escolha de um cenário dentro do caderno de tendências do fórum de inspirações do verão de 2017, que se encaixou na estética que eu estava procurando. A partir dai utilizei métodos como brainstorming, colagens inspiracionais sempre partindo da desconstrução de imagens tentando construir um novo cenário, e como todo processo criativo é viver aquilo 24h por dia aproveitando os insights que o cotidiano nos dá, depois desse processo eu consegui chegar no conceito que eu queria pra coleção e a partir daí comecei a desenvolver os croquis até a finalização da coleção sempre trocando muitas informações e ideias com a minha orientadora e os meus amigos.

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Qual a ideia que quiseste trazer pro editorial? Pro editorial eu tive a colaboração incrível do Iury Vicenzo que fez as fotos e de alguns amigos que me ajudaram no meio de muita loucura e muita correria. Eu tinha pensado em uma locação que iria passar o que eu queria em questão de imagem de moda, mas como a vida é cheia de imprevistos não deu certo nesse lugar, ai uma amiga minha me ajudou e saímos andando pela cidade compactados em um carro a procura de um milagre, leia-se locação, foi quando então estávamos passando pela Cidade Velha e encontramos uma espécie de vila com uma iluminação maravilhosa às dez da manhã (acredite), e nesse local conseguimos encontrar texturas incríveis pra criar cenário junto as roupas e os modelos, e no final das contas tudo deu certo e quando eu vi as fotos eu só conseguia sorrir.

A coleção foi dividida em nove looks, sendo que quadro deles eram compostos por peças mais básicas, os outros quatro desenvolvidos para serem looks mais sofisticados, desde o material até a textura desenvolvida para compor algumas peças, e um look conceitual. A minha coleção tem uma referência enorme de moda streetwear, a sobreposição é trabalhada em grande parte dos looks, a escolha dos materias foi preferencial para a malharia, acredito que só 20% do material que eu utilizei para a confecção das peças foi em tecido plano, até porque a silhueta que eu procura era algo alongado que não fosse aderente ao corpo, priorizando sempre peças overzised ajudando a construir essa silhueta longilínea que eu queria pra coleção, e as textura presentes em algumas peças remetem a impressão que o vento imprimi na água e na área que dialoga com o conceito que eu desenvolvi que fala sobre superfícies puras naturais e minimalistas.

As peças não estão a venda por enquanto, mas eu tenho planos de produzir mais peças pra venda, mas ainda não é nada certo. Quem quiser saber mais sobre o meu trabalho e trocar uma ideia é só me procurar nas redes sociais.

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