Razões para assistir “Las chicas del cable”

Enquanto todo mundo surtava com o lançamento de Girlboss, na Netflix, no final de abril, eu fiz a linha alternativa e me deparei com outra série menos popular, porém mais atrativa (pelo menos pra mim) do que a narrativa sobre a vida Sophia Amoruso: Las chicas del cable. A primeira série original espanhola conquistou meu coração com seus oito episódios, com pouco mais de uma hora cada.

O resumo

A trama é a seguinte: a história começa em Madri, em 1928. Quatro jovens se conhecem, por acaso, na seleção para o emprego de telefonista (não à toa o nome é, em tradução livre, ‘as garotas do cabo’, pois assim eram conhecidas as telefonistas que precisavam ligar cabos para completar as ligações) em uma grande companhia. Cada uma está ali por uma razão diferente, mas, obviamente, as vidas delas se cruzam no desenrolar da trama.

Alba é a protagonista da trama e adota a identidade de Lidia porque, na verdade, ela é uma ladra fria e calculista que só está procurando uma oportunidade para roubar o cofre da empresa; Carlota é filha de gente rica, mas não aguenta viver sob a rigidez dos pais e vai atrás de um emprego para garantir a sua independência; Marga vem do interior em busca de uma vida melhor, mesmo com medo da cidade grande; e Àngeles já trabalha na Companhia Telefônica, tem uma vida estável com emprego, marido e filha.

Razões para assistis “Las chicas”

História da moda: o enredo se passa na década de 1920, portanto os figurinos são dessa época e são lindos! Os vestidos vão até a altura dos joelhos, a cintura não é mais marcada com espartilho, como no início do século ou em Downton Abbey, e tem muita inspiração para quem curte usar chapéu, já que esse era um acessório indispensável na época.

Independência feminina: cada personagem feminina, da sua maneira, está procurando uma situação de independência: seja da família, do pai ou do marido. Se hoje ainda existem muitas mulheres que precisam dos outros, imagina na época que isso era regra? São retratadas várias situações, principalmente no casamento de Ángeles, já que o marido quer que ela deixe o emprego para se dedicar aos cuidados do lar, entre outras coisas.

Sororidade: podem dizer que é uma série sobre amizade, mas eu acho que vai além. As personagens não são amigas, a priori, mas aprendem a ter empatia umas pelas outras, a se colocar no lugar da outra e por isso elas se apoiam tanto. Elas, enquanto mulheres, se unem para se somar e tentam não julgar umas às outras.

Em resumo: a série se passa em uma década com valores e leis diferentes dos atuais, mas as discussões que ela gera fazem parte do nosso cotidiano. Ouso dizer até que é uma série feminista e que além de nos emocionar, com um leve enredo de novela mexicana, nos faz pensar a respeito das nossas ações enquanto mulheres.

 

 

 

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